5º Fórum “Pessoa com Deficiência – Além da Lei de Cotas”

Na segunda feira, dia 25/09/2017, participei  da quinta edição do Fórum de Pessoa com Deficiência - Além da Lei de Cotas, promovido pela ABRH-SP Regional Campinas e realizado neste ano no SESI Campinas.

“Nosso objetivo é trazer informações para apoiar a inclusão no ambiente de trabalho, com produtividade, qualidade e perspectiva de crescimento pessoal e profissional", explica Luiza De Paula, diretora de Sustentabilidade da ABRH-SP Campinas e coordenadora técnica do evento.

“É uma grande honra promover o fórum na nossa região, que merece essa reflexão e troca de experiências. Temos a responsabilidade de aprimorar as melhores práticas para não só inserir as pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mas também para que elas possam se sentir acolhidas e dignificadas nas suas carreiras”, assinala Fabiola Lencastre, diretora geral da ABRH-SP Campinas.

A Lei de Cotas e a Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência) garantem o direito ao trabalho às pessoas com algum tipo de deficiência (física, visual, intelectual e auditiva).

A Lei de Cotas nº 8.213/1991 obriga as empresas com 100 empregados ou mais a preencherem de 2% a 5% das vagas do quadro com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. A lei existe desde do ano de 1991, no entanto somente no ano de 2004 foi regulamentado quais as deficiências são consideradas nela, preenchendo assim suas lacunas, que habitualmente as empresas utilizavam-se para não efetuar a contratação.

Aplicação da lei começou a ser mais eficaz nos últimos anos, quando houve uma maior fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e as multas foram mais acentuadas.

O evento teve um ciclo de palestras com representantes das empresas Rhodia, Eaton e Cummins, com foco em demonstrar a aplicação da Lei de Cotas e como estas empresas têm realizado a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Cada uma das empresas mencionadas contribuiu com o seu depoimento, relatando as dificuldades que tiveram para cumprir a lei - e inúmeras desculpas utilizadas -, e posteriormente como iniciaram a inclusão das pessoas com deficiência na empresa, citando por exemplo o seu processo de entrevista inclusiva, conhecimento sobre tipos de deficiência, tipos de adaptações na empresa etc.

As empresas foram unânimes em relatar que o assunto inclusão e diversidade somente foi iniciado por meio da obrigação da Lei de Cotas e sua fiscalização.

O evento teve uma roda de conversas na qual os profissionais de recursos humanos presentes na plateia tiveram a oportunidade de fazer questionamentos diretamente às empresas palestrantes .

Ao final, o evento contou com a presença de Marinalva Cruz,  Secretaria Adjunta Municipal SMPDC e  Eliane Jocelaine Pereira, Secretária Municipal SMPED,  com a mensagem "O que levamos para casa?",  ressaltando as ações do poder público em relação às pessoas com deficiência, as conquistas e desafios que o setor ainda tem pela frente. Marinalva encerrou o evento concluindo que a lei de Cotas é boa e protege o direito das pessoas com deficiência e principalmente ajuda na inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho. Afirmou ainda que "devemos lembrar que o direito ao trabalho também está previsto na nossa Constituição Federal, de forma que o trabalho é um direito de todos, inclusive das pessoas com deficiência."

Ainda não há nenhum comentário.

Deixe um comentário